terça-feira, 29 de julho de 2014

Moradores de Gaza buscam refúgio nas escolas superlotadas da ONU

Mulheres e crianças palestinas são vistos nesta terça-feira (29) do lado de fora de escolar da ONU que tem sido utilizada como abrigo para aqueles que deixaram suas casas em meio aos bombardeios de Israel (Foto: Finbarr O'Reilly/Reuters Logo depois de receber a advertência do exército israelense, dezenas de famílias se somaram em pânico à massa de palestinos que encontraram refúgio em uma escola da ONU em Jabaliya, no norte da Faixa de Gaza. "O exército nos disse: é preciso abandonar o setor agora. Os que não fizerem isso colocarão sua vida em risco", relata Ghasan Ahed, que fugiu na noite anterior de sua casa de Beit Lahiya, uma cidade regularmente bombardeada ao norte de Gaza, não muito longe da fronteira com Israel. O exército telefonou e enviou mensagens aos celulares dos habitantes de Beit Lahiya, aos de Beit Hanun, cidade próxima, e aos de Zeitun, um bairro do sul da Cidade de Gaza, antes de submeter o setor a bombardeios maciços. "As mensagens nos diziam para irmos à Cidade de Gaza. Mas não é tão fácil. Não temos familiares ali, não temos para onde ir", comenta um policial de 46 anos, pai de seis filhos. Quase 180 mil habitantes do território palestino, submetido a um bloqueio israelense desde 2006, fugiram de suas casas e vivem agora com precariedade em 83 escolas administradas pela Agência Nacional para a Ajuda aos Refugiados palestinos (UNRWA). O lixo se amontoa nas paredes do recinto. Mulheres tentam como podem limpar as salas de aula onde os colchões sujos são empilhados. A falta de espaço obriga outras famílias a se instalar nos corredores ou nos pátios, onde o calor é sufocante. Ali, mulheres tentam proteger seus filhos do sol sob tendas improvisadas com cobertores. Um homem dorme em um pedaço de

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