sábado, 23 de agosto de 2014

Modelos parecem cortadas ao meio em truque de mágica incrível no Chile

Apresentação ocorreu em estação do metrô em Santiago. Truque foi realizado durante divulgação de marca de biscoitos.

Diversas modelos foram fotografadas como se estivessem “cortadas ao meio” durante um número de mágica realizado em uma estação de metrô em Santiago, no ChileO truque atraiu diversos curiosos na estação, e foi feito durante uma divulgação de uma marca de biscoitos.
Modelos parecem cortadas ao meio em truque de mágica no metrô de Santiago, no Chile (Foto: Martin Bernetti/AFP)

Truque atraiu diversos curiosos em estação de metrô (Foto: Martin Bernetti/AFP)
Mulheres pareciam cortadas ao meio em truque de mágica durante ação comercial (Foto: Martin Bernetti/AFP)
Mágica foi realizada durante divulgação de marca de biscoitos (Foto: Martin Bernetti/AFP)

Comboio humanitário russo para a Ucrânia retorna à Rússia

Veículos atravessaram fronteira sem liberação do governo de Kiev. Autoridades qualificaram ato de 'transgressão do direito internacional'.

Caminhão do comboio russo de ajuda humanitária para a Ucrânia se dirige à fronteira para cruzar a cidade ucraniana de Donetsk, na região de Rostov, na Rússia (Foto: Alexander Demianchuk/Reuters).

Todos os caminhões do comboio humanitário russo que levavam ajuda aos territórios controlados pelos separatistas pró-Rússia no leste da Ucrânia retornaram para a Rússia neste sábado (23), informou a Organização para a Segurança e a Cooperação na Europa (OSCE).
"O retorno do comboio está completo", declarou Paul Picard, chefe da missão de observação da OSCE no posto de fronteira conhecido como Donetsk, à agência France Presse.
Várias dezenas de caminhões entraram na sexta-feira (22) no leste da Ucrânia sem a permissão do governo de Kiev retornaram à Rússia, informou a agência "Interfax". As autoridades de Kiev qualificaram de "invasão" e de "transgressão das normas do direito internacional" a entrada sem autorização do comboio russo na Ucrânia.
Duzentos e sessenta e dois caminhões russos, cuja carga não foi revisada totalmente pelas autoridades da Ucrânia, entrou nesta sexta-feira (22) em território ucraniano e chegou até a cidade de Lugansk, controlada pelos separatistas pró-Rússia e sitiada pelas tropas ucranianas.
O presidente russo, Vladimir Putin, explicou que a decisão de enviar a ajuda se deveu aos impedimentos postos por Kiev à entrega de assistência à população do leste da Ucrânia, que sofre uma catástrofe humana.
Para o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, e a chanceler alemã, Angela Merkel, o envio do comboio humanitário russo representa uma "perigosa escalada" na crise ucraniana.
Ambos os líderes estão preocupados não só pela ida do comboio mas também pela "alta" concentração de tropas russas na fronteira com a Ucrânia e a presença de militares russos nesse país, segundo informou a Casa Branca.

terça-feira, 19 de agosto de 2014

Brasil ganha mais moderno laboratório de pedras preciosas da América do Sul

Rio de Janeiro, 19 ago (EFE).- O Laboratório de Pesquisas Gemológicas (Lapege), considerado o mais moderno da América do Sul, foi inaugurado nesta terça-feira no Rio de Janeiro com o objetivo de "melhorar o desenvolvimento do setor brasileiro da joalheria, as gemas e a bijuteria", de acordo com o pesquisador responsável, Jürgen Schnellrath.
O laboratório, que fica no Centro de Tecnologia Mineral (Cetem), do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, na Ilha do Fundão, é equipado com material de ponta para averiguar a verdadeira origem das pedras preciosas e evitar as imitações sintéticas, muito comuns no mercado, explicou Schnellrath na cerimônia de inauguração. Um dos aparelhos que mais chama atenção no local é um espectrofotómetro capaz de medir e comparar a quantidade de luz absorvida por uma determinada pedra.
"A nossa competência aqui é mais voltada para a parte de identificação e caracterização de pedras preciosas, mas também metais preciosos", explicou Schnellrath em entrevista à "Agência Brasil".
Conforme explicou, existem diamantes coloridos que podem chegar a valer US$ 1 milhão o quilate e que, em algumas ocasiões, a cor é criada artificialmente para sua falsificação, algo que com o equipamento é possível identificar.
"Daí, o Cetem ter investido nas técnicas mais avançadas, para poder resolver problemas que até hoje não tinham solução".
Entre os objetivos do Lapege está estabelecer um acordo de colaboração com o Instituto Brasileiro de Gemas e Metais Preciosos (IBGM) o transformando no encarregado da emissão dos certificados de autenticidade das joias e pedras preciosas.
Segundo o IBGM, o setor brasileiro de gemas e joias gera 350 mil empregos diretos no país, e em 2012 registrou um faturamento de R$ 7,5 bilhões. Quase toda a cadeia produtiva (96%) é formada de micro e pequenas empresas.
"O Brasil foi o maior produtor mundial de diamantes, durante 150 anos, desde o início da época colonial até 1866, quando foram descobertos diamantes na África do Sul", afirmou Schnellrath. EFE

domingo, 17 de agosto de 2014

Projeto fomenta pequenos negócios em porto do Rio


Lançado em abril, o projeto do Sebrae no Rio de Janeiro e da Incubadora de Empreendimentos Populares, que vai apoiar os pequenos negócios da Região Portuária, segue com inscrições abertas até o esta sexta-feira (10). De acordo com o edital, os 100 negócios populares locais selecionados terão disposição desde a infraestrututra – com escritório, sala de reuniões, centro de estudos, acesso à internet, espaço para exposição de produtos e serviços e participação em feiras e eventos – ao apoio na formação, a partir do oferecimento de cursos e oficinas de gestão de negócios. 

Os empreendedores terão ainda consultoria em diversos aspectos como na elaboração de plano de negócios, marketing, contabilidade, finanças, administração e acesso ao crédito. Também contarão com uma espécie de assistência técnica, o que inclui visitas para ajudá-los a colocar em prática o plano de negócios. “Os negócios populares na Região Portuária oferecem soluções para problemas e oportunidades locais. Têm identidade com as vocações e transformações do território. Seja o turismo na comunidade pacificada ou o carrinho de doces tradicionais, todos os negócios vendem um produto ou serviço capaz de sustentar financeiramente a empresa, gerar empregos e impacto no desenvolvimento da região”, explica a coordenadora do Projeto Porto Maravilha Cidadão do Sebrae no Rio de Janeiro, Flávia Guerra. 

Para o diretor executivo da incubadora, Giovanni Harvey, as mudanças que estão ocorrendo no território farão surgir oportunidades para o fornecimento de produtos e serviços, mas é importante que os empreendedores estejam preparados para aproveitá-las. “O que vamos fazer com o Sebrae é ajudar os empreendedores a se prepararem para isso. A incubação vai durar um ano, e esperamos receber empreendimentos nas áreas de Turismo, Cultura, Confecção, Gastronomia e Decoração, entre outros setores”, descreve. A iniciativa é resultado de convênio com a Companhia de Desenvolvimento Urbano da Região do Porto do Rio de Janeiro (Cdurp), empresa da Prefeitura do Rio responsável pelo Porto Maravilha. 

As inscrições podem ser feitas no plantão de atendimento que o Sebrae realizará no Porto (Espaço Meu Porto Maravilha – Praça do Jornal do Commercio, ao lado do Cais do Valongo e do Cais da Imperatriz), no dia 8 de maio, das 10h às 17h. Os empreendedores também podem se inscrever na própria Incubadora (Rua Senador Pompeu, 75, Centro), até sexta-feira, das 9h às 21h; ou ainda no site da www.ia.org.br, que dispõe de um ambiente para inscrições on line.

Medo do Ebola pode deixar 1 milhão sem comida

 Militares usam roupas especiais enquanto simulam um caso de contagio com o vírus ebola, na República Tcheca. Este centro está sendo preparado para receber pacientes caso o ebola se espalhe pela Europa Filip Singer/EFE

O número de mortos e infectados pelo vírus Ebola passa oficialmente de 3 mil e o medo da doença já prejudica até a oferta de alimentos. Cerca de 1 milhão de pessoas em áreas isoladas podem precisar de assistência alimentar nos próximos meses.
Conforme dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), o atual surto já matou 1.145 pessoas e infectou 2.127 até o dia 13. Houve o registro de 76 mortes em dois dias, com avanço sobretudo na Libéria, que já trata a epidemia como "situação pior que de guerra". O Programa Mundial de Alimentos (PMA), das Nações Unidas, preparou uma operação regional de emergência para alimentar os necessitados. Ela deve estender-se por três meses. "É uma crise de saúde, mas tem impacto sobre a segurança dos alimentos", afirmou a porta-voz do PMA, Fabienne Pompey.
Essa crise já é evidente na capital de Guiné, Conacri, onde não chegam frutas nem legumes vindos do campo. Em Serra Leoa e na Libéria, vários mercados fecharam as portas. O preço do arroz e de outros alimentos básicos sobe em áreas sob quarentena. Caçadores de animais silvestres que podem transportar o vírus perderam o meio de sustento e agricultores em algumas áreas foram separados de suas colheitas.
Embora não haja restrições à movimentação de comida, a oferta é restringida pelo receio de infecção. Guiné, Libéria e Serra Leoa, que impuseram algumas restrições a viagens internas, estão sendo cada vez mais isoladas. As companhias aéreas regionais suspenderam voos para os três países. Como medida paliativa, a ONU iniciará voos de ajuda humanitária hoje. A ideia é garantir que não haja interrupções nas próximas semanas. Também foram enviados trabalhadores para áreas remotas por helicóptero. 

quinta-feira, 7 de agosto de 2014

Imagens de satélite mostram destruição após ofensiva em Gaza

Segundo instituto da ONU, cerca de 2 km² de plantações foram destruídos. Autoridades palestinas estimam que reconstrução custará até US$ 6 bilhões. Imagens de satélite divulgadas nesta semana pelo Instituto das Nações Unidas para Treinamento e Pesquisa (Unitar, na sigla em inglês) dão uma da destruição que o conflito entre o grupo islâmico Hamas e Israel deixou ao longo do pequeno território da Faixa de Gaza. Além da devastação de construções, a região também teve um forte impacto na agricultura. Isolada e sob bloqueio de Israel, a Faixa de Gaza sofre sérias restrições à produção e abastecimento de comida. Um mapa apresentado pelo instituto mostra que 2 km² (2 mil hectares) de plantações foram destruídos ou seriamente afetados durante o conflito, que entrou em uma trégua de 72 horas nesta terça-feira (5).
Imagem de satélite que detecta os danos nas plantações na Faixa de Gaza durante confronto entre Hamas e Israel. Campos destruídos aparecem em amarelo. (Foto: Unosat/United Institute for Training and Research) Destruição Em outras imagens foram
ndicados com pontos vermelhos os locais destruídos durante a ofensiva militar. Em uma delas (abaixo), captada no nordeste de Gaza, bem próximo à fronteira com Israel, é possível ver a concentração de imóveis destruídos. Só nesta região, que inclui áreas da Cidade de Gaza, Toffah, Shija'ia e Shaaf, o instituto contabilizou 1.118 estruturas atingidas, sendo que 700 delas foram totalmente destruídas. As comparações foram feitas com imagens captadas em 6 de julho, dias antes do início do confronto, e 25 de julho, quando a ofensiva militar já durava mais de 15 dias. Imagem de satélite mostra imóveis destruídos (pontos vermelhos) no nordeste da Faixa de Gaza. Ícones pretos indicam mesquitas, escolas e hospitais (Foto: Unosat/United Institute for Training and Research) Na comparação de imagens aproximadas feitas por satélites é possível ver detalhes do rastro de destruição deixado pelo conflito. Numa delas é possível identificar prédios da cidade de Beit Lahia, no extremo norte da Faixa de Gaza, que desapareceram após bombardeios. Áreas verdes também foram totalmente devastadas.
Área em Beit Lahia, na Faixa de Gaza, antes (esquerda) e depois da ofensiva de Israel (Foto: Unosat/United Institute for Training and Research) O início da reconstrução das regiões afetadas em Gaza vai depender do fim do conflito atual entre Israel e o Hamas, além da ajuda internacional. O ministério palestino de Finanças calcula que as necessidades mais urgentes da reconstrução requerem entre US$ 4 bilhões e US$ 6 bilhões – entre R$ 9 bilhões e R$ 13,6 bilhões. http://s2.glbimg.com/X5rj0rTnnUO4aSfBkiLUnY8PfVY=/620x465/s.glbimg.com/jo/g1/f/original/2014/08/04/gaza21.jpg Mulher retira pertences de prédio destruído em Beit Lahia, no norte da Faixa de Gaza (Foto: Adel Hana/AP) Cidade em ruínas Beit Hanun, uma das cidades mais afetadas pela guerra na região norte da Faixa de Gaza, uma análise preliminar do Unitar contabilizou 439 estruturas atingidas – 214 delas totalmente destruídas.
Antes e depois de área em Beit Hanun, norte de Gaza. (Foto: Unosat/United Institute for Training and Research) No início da trégua, na terça-feira, os moradores da região voltaram às suas casas, porém só encontraram escombros. Desde o primeiro dia da ofensiva militar na Faixa de Gaza até o início da trégua, 1.875 pessoas morreram, incluindo 430 menores de idade e 243 mulheres no lado palestino, segundo o ministério da Saúde. No lado israelense, morreram 64 soldados e três civis.
Palestinos sentados diante do prédio onde moravam na cidade de Beit Hanun, destruída no conflito entre Israel e Hamas na Faixa de Gaza (Foto: AFP Photo/Marco Longari)

Governo argentino anuncia medidas para incentivar economia

Buenos Aires, 7 ago (EFE).- A presidente da Argentina, Cristina Kirchner, anunciou nesta quinta-feira medidas de estímulo à atividade econômica para atenuar as consequências da crise nos países desenvolvidos que chegaram até as nações emergentes. Em um ato na Casa Rosada, Cristina anunciou um plano para financiar a renovação das frotas de ônibus urbanos e estimular as fábricas locais de carrocerias, outro para promover o emprego, especialmente entre os jovens, e medidas para estimular o setor imobiliário. Ao justificar a necessidade de adotar estas medidas, Cristina disse que as consequências da crise suscitada em 2008 nos países centrais "começam agora a chegar às economias emergentes". A presidente sustentou que a crise diminuiu o volume de comércio exterior e provocou "uma reversão dos fluxos de capitais, que retornaram às economias desenvolvidas". Esta situação afeta as taxas de atividade econômica dos países emergentes, entre eles os principais parceiros comerciais da Argentina, como o Brasil, cujas projeções de crescimento foram corrigidas para baixo. Embora tenha esclarecido que "não estamos nem perto do que acontecia em 2009", disse que "é preciso consumir" e que o Estado deve continuar a sustentar a atividade econômica via gasto público. De acordo os últimos dados oficiais, a atividade econômica na Argentina desceu 0,2% em maio comparado com o mesmo mês de 2013. O PIB argentino diminuiu no primeiro trimestre deste ano 0,2% em relação ao mesmo período do ano passado. Para 2014, o orçamento oficial argentino prevê uma expansão do PIB de 6,2%, mas analistas vaticinam uma queda na atividade que pode chegar a 3,5% para este ano.

Bolsa de Tóquio: Nikkei abre queda de 1,05%

Tóquio, 8 ago (EFE).- O índice Nikkei da Bolsa de Valores de Tóquio abriu nesta sexta-feira (data local) em queda de 160,48 pontos (-1,05%), aos 15.071,89. O segundo indicador, o Topix, que reúne os valores da primeira seção, caiu 10,39 ponto (-0,83%), aos 1.247,73.

segunda-feira, 4 de agosto de 2014

Mais de 500 turistas são resgatados após deslizamento no Nepal

Estrangeiros ficaram isolados em cidade fronteiriça no fim de semana. Deslizamento já deixou 33 mortos e mais de 130 desaparecidos.
Pessoas próximas ao rio Sunkoshi, na região do deslizamento de terra no Nepal (Foto: Niranjan Shrestha/AP). Mais de 500 turistas estrangeiros e seus guias foram resgatados após um deslizamento de terra no Nepal ter bloqueado uma grande rodovia, deixando-os isolados em uma cidade fronteiriça no fim de semana, disseram representantes nepaleses nesta segunda-feira (4). O deslizamento, que aconteceu na manhã de sábado (2) no distrito de Sindhupalchowk, deixou uma trilha de destruição. As últimas infomações apontam que ao menos 33 pessoas morreram e há mais de 130 desaparecidas. Os grupos de turistas, a maioria indianos e europeus, estavam voltando a Katmandu após expedições no Tibete, na China, quando fortes chuvas provocaram o deslizamento, bloqueando a rodovia de Arniko, que dá acesso à capital. Os turistas tiveram que se refugiar na cidade de Tatopani, fronteira entre o Nepal e a região do Tibete. Segundo autoridades do país, os turistas e seus guias foram transportados de helicóptero para Katmandu no domingo (3), e outros 200 foram retirados nesta segunda-feira. “Eles estavam preocupados e confusos. Mas agora estão muito aliviados e confortáveis”, disse o representante da Associação das Operadoras Aéreas, Yog Raj Kandel, à Reuters. Alta temporada Esta é a temporada de pico para os turistas que fazem caminhadas e alpinismo no Tibete. Milhares de pessoas visitam a região do Himalaia. O Nepal, que abriga o Monte Everest e oito das 14 mais altas montanhas do mundo, situadas acima de 8 mil metros, é um dos países mais pobres do planeta. Quatro por cento do Produto Interno Bruto (PIB) do país vem do turismo. O desastre também provocou o temor de inundações – inclusive na vizinha Índia – após bloquear o rio Sunkoshi, formando um lago artificial.

Por que os EUA e a Europa relutam em criticar Israel?

Enquanto várias cidades do mundo registraram protestos contra Israel pelos ataques à Faixa de Gaza, nos Estados Unidos, na Europa e na Ásia muitos governos relutam em questionar a estratégia militar israelense. Desde o início da ofensiva, mais de 1.800 palestinos foram mortos, 75% deles civis, segundo as Nações Unidas. As vítimas israelenses foram 67, quase todos militares, à exceção de três civis. Mas a ONU fez grandes críticas a Israel depois que uma escola da organização no campo de refugiados de Jabaliy, em Gaza, foi bombardeada pelos israelenses – episódio que resultou em 15 mortes. Os Estados Unidos chegaram a criticar Israel, mas ressaltaram o direito do país "se defender". Há alguns dias, Grã-Bretanha, França, Alemanha e Itália também pediram um cessar-fogo e reprovaram a perda de vidas, mas da mesma forma foram cuidadosos em ressaltar o "direito de defesa" de Israel. Quando o Conselho de Direitos Humanos da ONU votou na quarta-feira passada uma abertura de investigação para determinar se Israel cometeu crimes de guerra em Gaza o resultado foi 29 a 1. Os Estados Unidos votaram contra, e França, Alemanha e Grã-Bretanha se abstiveram. "Rodeado de inimigos" A própria criação do Estado de Israel, após o holocausto judeu, está enraizada nos interesses de potências como Estados Unidos e Grã-Bretanha. Washington reconheceu o Estado de Israel no mesmo dia de sua proclamação, em 1948. Com o tempo, o país se tornou o principal aliado americano na região. "Os Estados Unidos, em diferentes governos, sempre sentiram a necessidade de defender Israel de ataques globais, particularmente na ONU, onde há um amplo número de países da África, Ásia e América Latina que estão dispostos a se unir para criticar Israel", disse à BBC Mundo Edward Gnehm, ex-embaixador dos Estados Unidos na Jordânia e hoje professor da Universidade George Washington, na capital americana. A relação atual entre os dois países está embasada em mais de US$ 3 bilhões em ajuda financeira militar fornecida pela Casa Branca. Segundo o Serviço de Investigações do Congresso americano, Israel é o principal receptor de ajuda estrangeira dos Estados Unidos desde a Segunda Guerra Mundial. O valor acumulado da assistência chega a US$ 121 bilhões. Além disso, parte significativa da população americana simpatiza com Israel. Uma pesquisa recente realizada pelo Centro de Investigação Pew revelou que 40% dos americanos considera que o Hamas é culpado pela violência atual em Gaza. Os que culpam Israel são 19%. Além disso, 35% dizem que a resposta de Israel ao conflito está sendo adequada, enquanto 25% opinam que ela foi exagerada. Europa Na Europa, a postura dos países não é homogênea nem responde às mesmas condições. Uma das razões está relacionada ao sentimento de culpa em relação aos judeus, segundo Mariano Aguirre, diretor do Centro Norueguês de Construção da Paz. A Alemanha, por exemplo, é sensível às relações com Israel e permanece atenta ao surgimento de estereótipos antissemitas. Segundo Michael Brenner, diretor do Centro de Estudos de Israel da Universidade Americana, em Washington, em algumas manifestações recentes os participantes fizeram uma diferença entre Israel e os judeus. "Qualquer crítica a Israel é permitida, mas (o governo) será mais severo com os efeitos antissemitas dessas manifestações", ele disse. Aguirre afirmou que a história colonial da França e da Grã-Bretanha também estão relacionadas ao tema. Segundo ele, esses países "ficam presos em seus próprios discursos" na medida em que as decisões que tomaram no início do século 20 criaram uma atual "inércia diplomática" - que hoje eles não querem revisar. Outro fator importante para os países europeus é a relação com Washington. "Se criticam Israel, os países sabem que estão colocando em dúvida a postura dos Estados Unidos", disse Félix Arteaga, pesquisador do Instituto Real Elcano, uma organização não governamental espanhola. De acordo com ele, os governos europeus não vão criticar a desproporcionalidade dos ataques israelenses antes que o governo Barack Obama o faça. Além disso, um fator conjuntural também dificulta que as nações da Europa critiquem Israel. "A União Europeia já tem muitos problemas para articular sanções contra a Rússia por causa do conflito na Ucrânia e não pode abrir outra frente", disse Arteaga. Por causa desses fatores, segundo o pesquisador, Israel desfruta uma sensação de "impunidade". "Há muito tempo os Estados Unidos e a Europa, líderes nesse conflito, aceitaram implicitamente que Israel tem impunidade. Por isso, pode violar sistematicamente o direito internacional, o direito humanitário e os acordos de que é signatário sem ser condenado", afimou. Israel já violou 32 resoluções do Conselho de Segurança da ONU desde 1968, segundo um estudo de Steven Zines, da Universidade de San Francisco, publicado no jornal israelense Haaretz. Hamas Segundo Nadim Shehadi, investigador associado de Oriente Médio na Chatan House, um centro de estudos em Londres, uma solução do conflito no momento atual daria força ao Hamas – classificado como grupo terrorista por Washington - na OLP (Organização para a Libertação da Palestina). "O Hamas se declararia vitorioso", segundo Shehadi. Ele afirmou que os Estados Unidos e a Europa querem evitar isso a qualquer custo. Além disso, segundo Aguirre, americanos e europeus ficaram sem uma "resposta política" após o fracasso das negociações da criação dos dois Estados lideradas pelo secretário de Estado americano John Kerry.

domingo, 3 de agosto de 2014

EUA classificam bombardeio a escola da ONU em Gaza como 'vergonhoso'

Chefe da ONU também condenou ato neste domingo (3): 'Ato criminoso'. Dez pessoas morreram em ataque em Rafah, no sul da Faixa de Gaza.
Mulher desmaia e é amparada por amigas depois de saber que sua irmã morreu em ataque aéreo que atingiu uma casa no campo de refugiados de Jabaliya, norte da Faixa de Gaza, neste domingo (3) (Foto: REUTERS/Suhaib Salem) Os Estados Unidos classificaram como "vergonhoso" um novo bombardeio em uma escola da ONU em Gaza neste domingo (3), e pediram que Israel faça mais para evitar vítimas civis em sua guerra contra os militantes do Hamas.
A porta-voz do Departamento de Estado, Jen Psaki, também pediu uma investigação sobre os recentes ataques à escolas da ONU em Gaza. "Os Estados Unidos estão revoltados com o bombardeio vergonhoso de hoje do lado de fora de uma escola da ONU em Rafah, que abrigava cerca de 3 mil pessoas, em que pelo menos mais dez civis palestinos foram mortos tragicamente", afirmou Psaki em um comunicado. ONU O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, disse neste domingo que o novo ataque é um “ultraje moral e um ato criminoso”, e exigiu que os responsáveis pela “grave violação do direito internacional humanitário” sejam responsabilizados. Em um comunicado, Ban condenou fortemente o bombardeio da escola da ONU em Rafah, no sul da Faixa de Gaza. A escola da agência da ONU para os refugiados palestinos (UNRWA) servia de abrigo para mais de 3 mil palestinos que deixaram suas casas durante os combates com Israel. "Esta loucura deve parar", enfatizou o secretário-geral em um comunicado lido por seu porta-voz, no qual pede a Israel e ao Hamas que terminem com os combates e negociem um acordo de paz no Cairo. “As forças de defesa de Israel são repetidamente informadas sobre a localização destes lugares”, disse, sem atribuir explicitamente a responsabilidade do ataque em Rafah a um lado ou outro. "Os refúgios devem ser áreas seguras e não zonas de combate", afirmou. Ban se declarou "muito afetado pelo dramático aumento da violência (em Gaza) e com a morte de centenas de civis palestinos". O secretário-geral da ONU voltou a pedir a restauração do cessar-fogo e a retomada das negociações no Cairo "para abordar as questões profundas" que causaram o conflito. Também apelou às partes para que "cessem imediatamente a luta e voltem ao caminho da paz". A agência da ONU diz que o ataque foi supostamente promovido por Israel, no entanto, o Exército israelense se negou a comentar o incidente. Chris Gunness, porta-voz da Agência da ONU para os Refugiados Palestinos (UNWRA), afirmou que a escola abrigava milhares de deslocados palestinos internos pela operação de Israel na Faixa de Gaza que pretende destruir as infraestruturas do Hamas. "Segundo as primeiras informações, há vários mortos e feridos na escola da UNWRA em Rafah após o bombardeio", escreveu Gunness em sua conta do Twitter. Esta é a terceira vez em 10 dias que as bombas atingem uma escola da ONU, quatro dias depois de um bombardeio do exército israelense contra um colégio na cidade de Jabaliya que matou 16 pessoas, a maioria crianças, em um ataque condenado pelo secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon. A cidade de Rafah, próxima da fronteira com o Egito, é cenário de bombardeios desde sexta-feira, quando a morte de três soldados israelenses encerrou uma breve trégua que havia sido aceita tanto por Israel como pelo movimento islamita palestino Hamas. Os ataques anteriores contra escolas das Nações Unidas provocaram uma onda de indignação internacional. Este é o 27º dia do recente conflito entre Israel e o Hamas, que governa a Faixa de Gaza. A ofensiva, destinada a impedir o lançamento de foguetes a partir de Gaza e destruir os túneis construídos por combatentes palestinos para possibilitar a entrada no território de Israel, também provocou a morte de 64 soldados israelenses e de três civis. Do lado palestino, a operação matou mais de 1.850 pessoas, em sua maioria civis. Segundo disseram fontes à Reuters, a delegação com membros de grupos militantes palestinos como o Hamas e a Jihad Islâmica chegou neste domingo ao Cairo para conversas indiretas sobre um cessar-fogo com Israel, que serão conduzidas por autoridades egípcias e norte-americanas.

sábado, 2 de agosto de 2014

sexta-feira, 1 de agosto de 2014

Os destaques da Pequenas Empresas & Grandes Negócios de junho

Reportagem de capa explica como descobrir o negócio ideal para seu perfil
Quem vai abrir um negócio, na maioria das vezes, sempre se pergunta: qual tipo de empresa eu devo montar? Qual segmento combina comigo? As dúvidastêm uma razão. O mercado oferece diversas oportunidades para tipos distintos de investidores. E escolher a mais indicada é uma decisão difícil. Se você é umapessoa em dúvida, a Pequenas Empresas & Grandes Negócios de junho foi feita na medida para você. A revista traz uma reportagem especial que ajuda a descobrir o negócio ideal. E revela as diferenças entre sete categorias de empresas, mostrando qual delas se encaixa mais nos perfis de empreendedores. A reportagem conta a história de diversos empreendedores de sucesso e, principalmente, como eles fizeram para escolher o negócio em que atuam. E explica quais as vantagens e desvantagens do microempreendedor individual, da microempresa, da pequena empresa, dastartup, da franquia, do empreendedorismo serial e, por fim, do multiempreendedor. A edição apresenta ainda um ensaio com sete chefões do empreendedorismo. Eles oferecem conhecimento, crédito e todo tipo de apoio para os empreendedores; além disso, ajudam o país ao liderar as mudanças no cenário para os novos negócios no Brasil. A PEGN de junho, numa reportagem especial feita em Londres, revela como o governo britânico articula com empreendedores, universidades e grandes corporações para transformar o país em um centro internacional de tecnologia. A ideia, já em execução, é atrair as startups de grande potencial tecnológico e inovador. E por falar em inovação, a edição traz uma reportagem exclusiva com o Uri Levine. O israelense criou o Waze, um aplicativo que ajuda milhões de pessoas a driblar o trânsito infernal das grandes cidades e a descobrir os melhores caminhos de um ponto para outro. A tecnologia foi recentemente comprada pelo Google por US$ 1 bilhão.

NOTÍCIAS> INDÚSTRIATAMANHO DO TEXTO A - A + IBGE: Copa ampliou queda da produção industrial em junho

Órgão anunciou que a produção cedeu 1,4% em junho ante maio, a mais intensa desde dezembro do ano passado
A magnitude da queda da produção industrial no mês de junho tem relação direta com a realização da Copa do Mundo no país, afirmou André Macedo, gerente da Coordenação de Indústria do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), nesta sexta-feira (1/7). Hoje, o órgão anunciou que a produção cedeu 1,4% em junho ante maio, a mais intensa desde dezembro do ano passado. "A magnitude tem relação direta com menor número de dias trabalhados, redução da jornada de trabalho, férias coletivas, cortes de turnos de trabalho, que ficaram como uma marca do mês de junho. E o evento Copa do Mundo tem relação com esses fatores", disse Macedo. Segundo ele, não apenas os jogos do Brasil prejudicaram a indústria, mas o "simples fato de haver várias cidades recebendo jogos", o que aumentou o número de feriados. Mas o movimento de queda não fica restrito ao mês de junho, ressaltou Macedo. Ele observou que o recuo anunciado hoje foi o quarto dado negativo consecutivo na margem. "O perfil de queda ritmo de produção é algo que não é característico só desse mês", disse. "Foi em outubro de 2013 que começou o ritmo de queda maior da produção. A Copa potencializou", acrescentou. Desde outubro do ano passado a produção industrial acumula um recuo de 6,5%. "Percebemos que é característica de um setor industrial que vem mostrando menor dinamismo", afirmou Macedo. Segundo ele, a menor evolução da demanda doméstica, o cenário externo e a restrição no crédito são fatores que persistem e marcam o ano de 2014.

Situação na Argentina pode afetar exportações brasileiras, dizem especialistas

Quedas na Bolsa e desvalorização do real podem diminuir quantidade e interferir nos ganhos com produtos enviados ao exterior
Com a quinta maior reserva internacional do mundo e a dívida externa sob controle, o Brasil deve sofrer em decorrência da dívida argentina, com quedas pontuais na Bolsa de Valores e uma pequena alta do dólar. Apesar da relativa tranquilidade do lado financeiro, a crise no país vizinho pode respingar na economia brasileira. Segundo especialistas, o provável aprofundamento da recessão argentina deve reduzir ainda mais as exportações e afetar a indústria brasileira. Terceiro maior destino das exportações brasileiras, a Argentina vinha comprando menos do Brasil por causa da crise cambial que resultou na desvalorização do peso (moeda do país). Nos seis primeiros meses de 2014, as vendas para o país vizinho acumulam queda de 20,4% em relação ao mesmo período do ano passado, somando US$ 7,42 bilhões. Para os economistas, o default (calote) técnico agravará uma situação que não estava boa. “O que muito provavelmente vai acontecer é a piora da recessão na Argentina, que consumirá menos e comprará menos do resto do mundo. Como 8% das exportações brasileiras vão para lá, é provável que haja impacto na balança comercial [do Brasil] ao longo do tempo”, analisa o economista-chefe da Sulamérica Investimentos, Newton Rosa. Professor da Universidade de Campinas (Unicamp) e ex-secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda, Julio Gomes de Almeida adverte que a redução nas exportações para a Argentina prejudicará principalmente a indústria brasileira. “Nos últimos 20 anos, o Brasil perdeu mercado de produtos manufaturados, mas a Argentina e os demais países da América do Sul continuaram os principais destinos das mercadorias industrializadas”, explica. “O calote ameaça não apenas as exportações de veículos, mas também de todos os produtos industrializados.” A crise cambial na Argentina tinha afetado a venda de veículos para o país vizinho, que passou a instituir barreiras comerciais, como taxação e licenças de importação que atrasam os embarques. Em junho, os governos brasileiro e argentino fecharam um novo acordo automotivo. Para cada US$ 1 milhão em automóveis comprados da Argentina, o Brasil poderá exportar até US$ 1,5 milhão isento de tarifa. Acima desse valor, os veículos pagam 35% para entrar na Argentina. Para Alexandre Espírito Santo, professor de macroeconomia do Instituto Brasileiro de Mercado de Capitais (Ibemec), a deterioração do comércio com a Argentina é muito mais preocupante para o Brasil do que eventuais reflexos no mercado financeiro. “Diferentemente de 2001 [quando a Argentina deixou de pagar a dívida pela primeira vez], não vejo efeito cascata no mercado financeiro internacional. A situação é muito específica, com um país que tem dinheiro, mas está impedido de pagar”, comenta. Newton Rosa reiterou que os fundamentos econômicos do Brasil são bastante diferentes dos da Argentina. “Apesar de um grande déficit nas contas externas, o Brasil tem a dívida externa sob controle e grandes reservas internacionais. Os agentes financeiros sabem diferenciar cada país. A chance de fuga de capitais do Brasil por causa da situação argentina é pequena”, diz. Julio Gomes de Almeida defende que o Brasil ajude a Argentina por meio de linhas de crédito para o comércio exterior. A ideia chegou a ser discutida nas reuniões do acordo automotivo, mas não avançou. “O ideal seria que o país, sozinho ou por meio do Mercosul, ajudasse a Argentina, mas isso é difícil num momento em que o próprio Brasil tem pouca folga de recursos e pouca bala na agulha”, declara.

FGV: IPC-S de agosto deve anotar taxa em torno de 0,30%

A inflação captada pelo Índice de Preços ao Consumidor Semanal (IPC-S) deverá encerrar o mês de agosto com uma taxa um pouco acima da observada em julho, quando ficou em 0,10%. A expectativa é do coordenador do indicador, Paulo Picchetti, que, em entrevista na tarde desta sexta-feira, dia 1º, ao Broadcast, serviço de notícias em tempo real da Agência Estado, disse aguardar uma inflação de 0,30% para o índice do oitavo mês de 2014. Em julho, conforme divulgação feita nesta sexta-feira pela FGV, o IPC-S mostrou desaceleração de 0,23 ponto porcentual ante a taxa de 0,33% do fechamento de junho. Foi o resultado mensal mais baixo desde julho de 2013, quando o índice registrou deflação de 0,17%. No mês passado, o comportamento do grupo Alimentação, com deflação de 0,25% no sétimo mês do ano contra variação positiva de 0,08% em junho, foi decisivo para o alívio da inflação do indicador da instituição, especialmente por conta da queda nos preços de itens in natura. O resultado do IPC-S só não foi mais baixo porque, no lado contrário, o grupo Habitação, com avanço de 0,56% ante 0,52% de junho, serviu de importante contrapeso no cálculo do índice, refletindo aumentos recentes nas tarifas de energia elétrica. Para agosto, Picchetti avaliou que justamente uma perda de força da deflação do grupo Alimentação deverá definir o comportamento do indicador geral da FGV. Segundo ele, mesmo com um cenário de preços de alimentos no atacado em baixa nos Índices Gerais de Preços (IGPs), os itens in natura tendem a mostrar baixas menos expressivas no período. "A princípio, agosto ainda será um mês bom, em termo de dinâmica de inflação, desde que não ocorra algum reajuste de tarifa novo, o que aparentemente parece que não vai existir", comentou o coordenador do IPC-S. "Acredito que o número não deve ficar muito distante do observado em julho, mas a deflação de Alimentação, principalmente entre os in natura, deve perder força ao longo do mês", acrescentou, sempre lembrando da tradicional volatilidade deste segmento de preços. A despeito da taxa bastante baixa do IPC-S de julho e da expectativa de um resultado igualmente tranquilo para agosto, Picchetti alertou que o comportamento atual de curto prazo do indicador da FGV não permite uma avaliação de um cenário geral cômodo para a inflação, que, para ele, continua elevada.

Balança: Saldo comercial de julho é o 5° positivo do ano

A balança comercial brasileira registrou em julho o quinto superávit comercial do ano, depois de amargar dois déficits altos em janeiro e fevereiro. O saldo positivo do mês passado foi de US$ 1,575 bilhão, enquanto, em julho de 2013, a balança teve um déficit de US$ 1,899 bilhão. As exportações (US$ 23,025 bilhões) foram recordes para meses de julho, assim como a corrente de comércio (US$ 44,475 bilhões). No período acumulado de 12 meses, encerrados em julho, a balança registra superávit de US$ 6,459 bilhões. O ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC) não divulga mais a meta de saldo para o ano. Os analistas de mercado, ouvidos no boletim Focus do Banco Central, estimam que o saldo fechará positivo este ano em US$ 2 bilhões. O Banco Central projeta um superávit de US$ 5 bilhões para 2014. Média por dia útil As importações tiveram queda de 5,5% em julho de 2014 ante o mesmo mês do ano passado, segundo a média por dia útil. De acordo com dados divulgados pelo MDIC, a média de importação por dia útil foi de US$ 932,6 milhões no mês passado, ante US$ 987,2 milhões em julho de 2013. Na comparação com junho deste ano, quando a média foi de US$ 905,1 milhões, houve alta de 3,0%. A queda nas importações foi generalizada entre os segmentos: de -11,2% para bens de capital, de -9,2% para bens de consumo, de -7,4% para combustíveis e lubrificantes e de -0,5% para matérias-primas e intermediários. Segundo o governo, a queda no segmento de bens de capital ocorreu devido a acessórios de maquinaria industrial, equipamento móvel de transporte, máquinas e aparelhos de escritório e serviço científico, maquinaria industrial e partes e peças para bens de capital para a indústria. Na categoria de bens de consumo, as principais quedas foram em máquinas e aparelhos de uso doméstico, automóveis de passageiros, motocicletas e outros ciclos, partes e peças para bens de consumo duráveis, móveis e produtos alimentícios. Na área de combustíveis e lubrificantes, a retração ocorreu principalmente devido à diminuição dos preços e das quantidades embarcadas de petróleo, gás natural, naftas e carvão, segundo o governo. No segmento de matérias-primas e intermediários, caíram as importações de acessórios de equipamento de transporte, partes e peças de produtos intermediários, produtos alimentícios e produtos agropecuários não alimentícios.